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Voo 447 

Paris:

Encontrada a segunda caixa-preta do voo AF Rio-Paris*

Um dia antes, os responsáveis pelas investigações haviam localizado e recuperado a primeira

das duas caixas-pretas, neste caso a usada para gravar a atividade dos instrumentos de voo.

 

Caixa-preta pode conter dados esclarecedores dos últimos instantes do fatídico voo.

 

A segunda caixa-preta do avião da Air France que caiu em junho de 2009 quando cobria a rota Rio de Janeiro-Paris foi encontrada na noite desta segunda-feira "em bom estado", informou o Escritório de Investigação e Análise (BEA, na sigla em francês).

 

O aparelho que grava as informações da cabine, imprescindível para esclarecer as causas do acidente, foi "localizado e identificado" pelos investigadores às 18h50 de segunda-feira (horário de Brasília) e recuperado pelo submarino robotizado Remora 6.000, que o levou ao navio francês Ile de Sein às 23h40, assinalou a BEA em comunicado.

 

Um dia antes, os responsáveis pelas investigações haviam localizado e recuperado a primeira das duas caixas-pretas, neste caso a usada para gravar a atividade dos instrumentos de voo [veja abaixo].

 

A incógnita agora é saber se os investigadores conseguirão recuperar os dados dos dois aparelhos, depois de passarem cerca de dois anos submersos nas profundezas marinhas, após o acidente que deixou 228 mortos.

 

O diretor do BEA, Jean-Paul Troadec, indicou que "o estado (da segunda caixa-preta) é bom, assim como o da primeira", mas a questão agora é descobrir se sofreram danos no fundo do mar, em particular se foram submetidas à corrosão.

 

Em entrevista à emissora de rádio "France Info", Troadec disse que, "se tudo correr bem, a leitura pode ser rápida": "no melhor dos casos, vários dias; no pior, várias semanas".

 

A ministra de Ecologia francesa, Nathalie Kosciusko-Morizet, ressaltou em comunicado que a descoberta da segunda caixa-preta permitirá "um grande avanço na investigação", e por isso "o tratamento dos dados deve começar o mais rápido possível".

 

Trata-se - ressaltou Nathalie - de dar aos familiares das vítimas a possibilidade de conhecer "todas as circunstâncias do acidente", mas "a experiência desta catástrofe aérea também é essencial para que a segurança avance e este tipo de drama não volte a acontecer".

 

No mesmo comunicado, o secretário de Estado de Transportes, Thierry Mariani, considerou que "este segundo êxito confirma que os meios utilizados eram necessários para esclarecer este drama, apesar da complexidade da investigação".

 

Desde que ocorreu o acidente, há 23 meses, a Administração francesa, a fabricante Airbus e a companhia Air France gastaram 35 milhões de euros com as investigações, o que constitui um recorde na França.

 

Sem as informações procedentes das caixas-pretas, os investigadores puderam determinar apenas que o voo AF447 sofreu uma falha nas sondas que indicam a velocidade do avião, que não suportaram a baixa temperatura.

 

No entanto, a BEA advertiu que apenas essas conclusões não eram suficientes para explicar o acidente do Airbus A330 e pediu prudência sobre as mesmas.

 

Apesar disso, a Air France trocou todas as sondas de sua frota por outras mais modernas e resistentes a baixas temperaturas.

 

* Informações e imagem da EFE.

 

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Esperança de explicação:

Caixa-preta de acidente da Air France é achada no mar*

Funcionários do órgão francês disseram que era muito cedo para dizer se a caixa-preta, que guarda dados dos

instrumentos do avião mas não das vozes dos pilotos, poderia trazer informações sobre a causa do acidente.

 

Imagem de uma das caixas-pretas divulgadas pelo BEA.

 

Uma das duas caixas-pretas do vôo 447 da Air France que caiu na costa brasileira em 2009 foi encontrada no mar após buscas em águas profundas, informaram os investigadores do caso no domingo, reavivando esperanças de que se possa finalmente explicar o que teria causado o acidente.

 

Os investigadores franceses disseram num comunicado que a caixa preta, com gravações de dados do vôo, tinha sido levada para o deck de um barco de buscas.

Fotos publicadas no site do órgão francês BEA (Le Bureau d'Enquêtes et d'Analyses), responsável pela investigação de acidentes aéreos no país, mostram um objeto cilíndrico parcialmente enterrado na areia antes de ser levado para a superfície.

 

Funcionários do órgão francês disseram que era muito cedo para dizer se a caixa-preta, que guarda dados dos instrumentos do avião mas não das vozes dos pilotos, poderia trazer informações sobre a causa do acidente.

 

"Uma coisa que está clara é que mesmo se a caixa não parecer danificada na foto, nós não podemos dizer se ela funciona até que a tenhamos aberto", disse uma porta-voz da BEA à Reuters. "Isso requer um equipamento muito preciso e a análise só pode começar num laboratório de Paris".

 

Ela disse que robôs já tinham mergulhado novamente para vascular o chão do oceano Atlântico para procurar a segunda caixa-preta, que contém voz e sons gravados desde o cockpit.

 

A descoberta vem após anos de missões de resgate atuando em uma área marinha de 10.000 metros quadrados para tentar encontrar as duas caixas-pretas, que os investigadores acreditam, pode pôr fim às disputas sobre a causa do acidente.

 

O Airbus 330-203 caiu no Atlântico na costa do Nordeste brasileiro a caminho de Paris desde o Rio de Janeiro em junho de 2009, matando todos os 228 passageiros e a equipe de vôo, depois que o avião foi atingido por uma tormenta.

 

Especulações sobre o que causou o acidente do vôo 447 se concentraram na possibilidade de congelamento dos sensores de velocidade da aeronave, que pareciam dar leituras inconsistentes antes de que a comunicação fosse interrompida. A caixa-preta, que grava as conversas de cabine, poderia dar pistas vitais sobre os momentos finais do vôo.

 

A descoberta recente de pedaços dos destroços do avião, assim como o chassis do registro de vôo, reavivou as esperanças de se encontrar as caixas-pretas para explicar o que aconteceu.

 

* Reportagem de Nick Vinocur/Reuters.

 

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DO ARQUIVO

2009

 

Buscas:

França põe fim às buscas por

caixas-pretas do avião da Air France* 

 

Airbus A330-200 da Air France saiu do Rio de Janeiro

com destino a Paris e se acidentou sobre o Atlântico.

 

A França colocou fim às buscas pelas caixas-pretas do voo AF447 da companhia aérea Air France, acidentado com 228 pessoas a bordo quando fazia o trajeto entre Rio de Janeiro e Paris em 1º de junho de 2009, informou nesta quinta-feira (20) o Escritório de Investigações e Análises (BEA).

 

"As buscas não permitiram localizar os destroços do avião", informou o BEA, em comunicado, no qual indicou que, "ao longo das próximas semanas, reunirá uma equipe internacional de investigadores e especialistas para analisar os dados recolhidos".

 

Das 228 vítimas, apenas o corpo de 50 foram encontrados no oceano, sendo que 20 eram brasileiros (12 homens e oito mulheres) e os outros 30 eram estrangeiros, sendo 13 homens e 17 mulheres. Todos foram identificados pelo IML (Instituto Médico Legal), em Pernambuco.

 

A pedido das famílias, os nomes dos ocupantes do avião não foram revelados. As nacionalidades dos estrangeiros reconhecidos também não foram informadas.

 

As buscas pelas vítimas da tragédia foram encerradas no dia 26 de junho. As causas do acidente, que estão sendo investigadas pela França, ainda não foram esclarecidas. Um relatório preliminar, divulgado no começo de julho, afirmou que a aeronave não foi destruída no ar, mas quando caiu no oceano Atlântico.

 

"O avião parece ter impactado a superfície da água em linha de voo, com forte aceleração vertical", afirmou Alain Bouillard, investigador-chefe da agência reguladora francesa BEA.

 

* Informações da EFE.

 

- Colaborou: Vitório Peret (RJ).

 

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Recife:

Perícia: Vítimas do voo 447 morreram de politraumatismo*

 

A Polícia Federal e a Secretaria de Defesa Social (SDS) – que constituem a força tarefa para identificação dos corpos das vítimas do voo 447 da Air France – confirmaram, nesta terça-feira, a causa da morte dos corpos já periciados. Segundo os peritos, todas as 43 vítimas que tiveram os corpos identificados morreram de politraumatismo – múltiplas lesões causadas por forte impacto.

 

Os especialistas não sabem se o impacto ocorreu contra a água ou parte da aeronave. O que se pode afirmar, até então, é que não houve morte por afogamento, nem por despressurização. Os corpos apresentaram lesões nos membros inferiores e superiores, além de toráxicas e abdominais.

 

Ao divulgar o balanço das perícias técnicas e de identificação dos corpos, o gestor da Polícia Científica, Francisco Sarmento, evidenciou que os resultados obtidos até agora foram “sensacionais”, tendo em vista as condições nas quais os corpos resgatados se encontravam.

 

Os trabalhos de perícia continuam e não têm prazo para terminar. Dos 51 corpos resgatados, 43 foram identificados, sendo 17 de brasileiros e 26 de estrangeiros. Sete corpos esperam por identificação. Um deles, que se tratava de um despojo, foi descartado após os peritos reconhecerem que fazia parte de um dos sete corpos com perícia ainda inconclusa.

 

De acordo com o força tarefa, o desafio, agora, é levantar mais dados de DNA de parentes das vítimas estrangeiras – que serão enviados pela Interpol. A coleta de DNA dos parentes das vítimas brasileiras já foi concluída.

 

Segundo Sarmento, a previsão é que o laudo final das perícias seja divulgado 20 dias após a conclusão dos trabalhos.

 

Também participaram da entrevista coletiva o secretário executivo da SDS, Cláudio Assis, superintende regional da PF, Paulo de Tarso, e dois peritos da PF, Jéferson Evangelista e Carlos Eduardo Palhares.

 

*Da Redação do Diário de Pernambuco, com informações do repórter Rafael Dias.

Imagens: Rafael Dias/DP/D.A Press

 

 

histórico das ocorrências

Acidente Aéreo:

Airbus desaparece com 228 a bordo

Avião da Air France desaparece sobre o Atlântico após decolar do Rio.*

 

 

Um Airbus da Air France com 228 pessoas a bordo que fazia a viagem entre Rio de Janeiro e Paris desapareceu dos monitores de radar nesta segunda-feira quando sobrevoava o Oceano Atlântico, e a Força Aérea do Brasil já iniciou uma operação de busca.

 

A aeronave tinha 216 passageiros - 126 homens, 82 mulheres, sete crianças e um bebê - e 12 tripulantes a bordo. A Air France confirmou à AFP não ter notícias do voo AF 447 entre Rio e Paris.

 

"A Air France lamenta anunciar que não tem notícias do voo AF 447 que fazia a ligação Rio-Paris com 216 passageiros a bordo e compartilha a emoção e a preocupação das famílias afetadas", declarou à AFP uma porta-voz da companhia aérea francesa.

 

A hipótese mais provável para o desaparecimento do radar do Airbus A330 é que a aeronave tenha sido atingida por um raio, afirmou François Brousse, diretor de Comunicação da companhia aérea francesa. "O mais provável é que o avião tenha sido atingido por um raio", declarou Brousse à imprensa. "O avião entrou em uma zona de tempestades com fortes turbulências, que provocaram falhas", acrescentou.

 

O Airbus entrou na zona de tempestade às 2H00 GMT (23H00 de Brasília, domingo) e enviou uma mensagem automática de falha no circuito elétrico às 2H14 GMT (23H14 de Brasília), informou a Air France.

 

Uma fonte aeroportuária em Paris informou que o avião desapareceu dos radares às 6H00 GMT (3H00 de Brasília), sobre o Oceano Atlântico, depois de ter afirmado, em um primeiro momento, que havia desaparecido perto da costa brasileira. A possibilidade de sequestro da aeronave foi descartada pelo ministro francês da Ecologia, Energia e Obras Públicas, Jean-Louis Borloo.

 

"A hipótese de sequestro está claramente descartada. Estamos muito provavelmente na hipótese de um acidente", afirmou. O avião, um Airbus A330, decolou do Rio de Janeiro às 19H00 de domingo e deveria pousar às 11H10 de Paris (6H10 de Brasília) no aeroporto Charles de Gaulle.

 

Entre Rio e Paris são 9.145 km e o voo dura aproximadamente 10 horas e 20 minutos, quase todo sobre o Atlântico. Outra fonte do aeroporto parisiense declarou à AFP que não há nenhuma esperança para o avião da Air France. "Em sua última comunicação, o capitão de bordo afirmou que aconteceram turbulências e depois o contato foi perdido", afirmou esta fonte, que pediu anonimato.

 

Aviões da Força Aérea do Brasil iniciaram as buscas pela aeronave a partir da ilha de Fernando de Noronha, informou a Aeronáutica. Um porta-voz da Aeronáutica explicou que a aeronave já não foi vista pelos radares na Ilha do Sal, no Oceano Atlântico, e por isto a Força Aérea foi mobilizada para iniciar as operações de busca.

 

"Quando as aeronaves cruzam o Atlântico, fazem contatos por rádio para informar sua posição. O último contato deste avião aconteceu às 1H30 GMT (22h30 de Brasília). Outro contato por rádio foi programado para as 2H20, mas já esta comunicação já não foi possível", afirmou o porta-voz.

  

A Aeronáutica então iniciou uma busca eletrônica da aeronave, tentando diversas frequências de rádio. Quando o avião não foi detectado pelo radar da Ilha do Sal, a Força Aérea decidiu preparar a operação de busca e salvamento. A Força Aérea enviou dois aviões para sobrevoar a zona do Oceano Atlântico ao noroeste da ilha de Fernando de Noronha. Uma das aeronaves decolou do aeroporto de Salvador e outra de uma base aérea de Recife.

 

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu ao governo que faça todo o possível para encontrar o rastro do avião, anunciou o Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa. "Informado esta manhã da perda de contato com um Airbus A330 da Air France, o presidente da República expressou sua profunda inquietação", afirma um comunicado da presidência.

 

O aeroporto parisiense criou uma célula de crise durante a manhã, assim como o aeroporto Tom Jobim no Rio de Janeiro, que deve receber as famílias dos passageiros e dar informações sobre o voo.

 

‘Não há esperança’

 

Fontes do aeroporto Charles de Gaulle de Paris afirmaram que "não há esperança" para o voo que desapareceu dos radares hoje, após ter decolado do Rio de Janeiro.

 

A companhia área Air France anunciou a organização de serviços de amparada especiais no aeroporto para parentes dos passageiros do voo AF447, desaparecido hoje no Atlântico.

 

"A Air France lamenta anunciar que não tem notícias do voo AF447 que cobre a rota Rio de Janeiro-Paris-Charles de Gaulle, com chegada prevista esta manhã às 11h15 local" (6h15 de Brasília), comunicou a companhia.

 

A bordo do avião, viajavam 216 passageiros mais 12 tripulantes, precisou a Air France, que habilitou linhas telefônicas especiais para a França e para ligações do exterior, a fim de dar informações sobre o voo. EFE

 

Possíveis causas do acidente

 

O avião da Air France desaparecido que partiu do Rio de Janeiro com destino a Paris estava 'bem avançado no Atlântico' quando fez o último contato, informou a Força Aérea Brasileira nesta segunda-feira. Há suspeitas de que a aeronave pode ter sofrido um problema no sistema elétrico, segundo a imprensa francesa. Outro motivo aparente, seria uma turbulência na região em que passava o avião, que pode ter enfrentado uma tempestade.

 

Autoridades francesas afirmam que, se o avião estivesse em voo, já estaria sem combustível. Também descartaram a possibilidade de sequestro. O mais provável é que tenha acontecido um acidente.

 

O voo AF 447 levava 228 pessoas a bordo, segundo a Air France. O avião A 330-200 saiu do Rio de Janeiro no domingo às 19h (horário de Brasília) e deveria chegar a Paris às 11h15 (horário local), 6:10 no horário de Brasília, disse um porta-voz da companhia.

 

Notícias ainda mais recentes dão conta de que o piloto fez seu último contato às 22h36m com o controle de vôo brasileiro, informando problemas no sistema elétrico logo após enfrentar área de forte turbulência.

 

- Informações da AFP, EFE e Reuters.

- Colaborou: Vitório Peret (RJ).

- Produção: Pepe Chaves.  

 
 
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Brasil:

FAB e ANAC se manifestam sobre o vôo 447

Aeronáutica do Brasil e ANAC divulgam notas sobre o desaparecimento da aeronave da Air France.

 

Da Redação*

Via Fanzine

 

Segundo informações do Comando da Aeronáutica (CECOMSAER), divulgadas pelo Brigadeiro-do-Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica do Brasil, as buscas para localizar o voo 447 da Air France, que desapareceu quando se encontrava na rota do Rio de Janeiro para Paris/França, com estimativa de pouso às 06h10 (horário de Brasília) estão sendo realizadas desde a madrugada da segunda-feira (1º/06).

 

A aeronave da Air France decolou do Aeroporto do Galeão às 19h30 (horário de Brasília). Às 22h33 (horário de Brasília) o voo AFR 447 realizou o último contato via rádio com o Centro de Controle de Área Atlântico (CINDACTA III) na posição INTOL (565 quilômetros de Natal RN), informando que ingressaria no espaço aéreo de Dakar, Senegal (posição TASIL – 1.228 quilômetros de Natal RN), às 23h20 (horário de Brasília).

 

Às 22h48 (horário de Brasília), quando a aeronave saiu da cobertura radar do CINDACTA III, de Fernando de Noronha, as informações indicavam que a aeronave voava normalmente a 35.000 pés (11 quilômetros) de altitude e a uma velocidade de 453 KT (840 quilômetros por hora).

 

No horário estimado para a posição TASIL (23h20), a aeronave da Air France não efetuou o contato rádio previsto com o CINDACTA III, o que foi informado ao Controle Dakar.

 

A Companhia Air France informou ao CINDACTA III, às 08h30 (horário de Brasília), que a aproximadamente 100 quilômetros da posição TASIL, o voo AFR 447 enviou uma mensagem para a companhia informando problemas técnicos na aeronave (perda de pressurização e falha no sistema elétrico).

 

FAB realiza buscas

 

Com relação às buscas do voo 447 da AIR FRANCE, o Comando da Aeronáutica informa que, por meio do SALVAERO Recife, iniciou as ações necessárias para localização da aeronave desaparecida, após receber contato do controle Ilha do Sal às 02h10 (horário de Brasília).

 

Com a finalidade de executar as buscas, foi iniciado planejamento das áreas a serem cobertas pelos meios aéreos, a partir da recuperação das últimas informações sobre o voo da aeronave desaparecida.

 

Para a busca, o SALVAERO acionou os seguintes meios da Força Aérea Brasileira (FAB):

 

- 01 avião Bandeirante de patrulha marítima (P-95) decolou de Salvador e com destino a Fernando de Noronha-PE;

 

- 01 helicóptero Blackhawk (H-60) que está em voo prosseguindo para Natal-RN, e posteriormente para Fernando de Noronha-PE;

 

- 01 aeronave Bandeirante SR (SC-95) de Campo Grande (MS) para Natal;

 

- 01 aeronave Amazonas (SC-105) de busca e resgate de Campo Grande (MS) para Natal;

 

- 01 helicóptero Super Puma (H-34) do Rio de Janeiro com destino a Natal;

 

- 01 aeronave Hércules (C-130) prossegue para Natal-RN, com a equipe do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARASAR), unidade de elite para operações de busca e resgate;

 

- 01 aeronave Hércules (C-130), que estava em Las Palmas, com destino à Europa, foi acionada para efetuar a rota inversa do voo AFR 447.

 

As buscas terão como ponto central o momento em que o voo AFR 447 enviou uma mensagem automática sobre problemas técnicos.

 

Os meios aéreos serão baseados na ilha de Fernando de Noronha-PE e em Natal-RN. As buscas serão coordenadas a partir do CINDACTA III, em Recife-PE.

 

Marinha do Brasil realiza buscas

 

A Marinha do Brasil auxilia nas buscas com o Navio patrulha GRAJAÚ (que já partiu de Natal-RN), Fragata Constituição (sairá de Salvador-BA) e a Corveta Caboclo (saindo de Maceió-AL) serão envolvidas no esforço de busca.

 

O Comando da Aeronáutica informa ainda que, como a aeronave da Air France não efetuou o contato rádio previsto com o CINDACTA III no horário estimado para a posição TASIL (23h20), o controle de tráfego brasileiro comunicou prontamente ao Controle Dakar/Senegal essa falta de comunicação, de acordo com as regras e normas de tráfego aéreo internacional.

 

Até o momento (1º/06, 20h), não há nenhuma captação da transmissão do sinal do equipamento de emergência (ELT) e nenhuma aeronave sobrevoando a rota recebeu pedido de socorro do voo 447 por meio da freqüência internacional de emergência (121,5MHz).

 

Passageiros do voo 447

 

A Air France confirmou a nacionalidade dos passageiros do voo AFR 447 e divulgou as mesmas em uma lista. Segundo a empresa, são 58 brasileiros, 61 franceses, 26 alemães, 09 italianos e o restante é de nacionalidade diversa, como húngaros, holandeses, marroquinos, filipinos, chineses, croatas, entre outros.

 

Ao contrário do Brasil, na França, as leis do país proíbem que os nomes de vítimas de acidentes sejam tornados públicos.

  

ANAC divulga comunicados

 

A Agência Nacional da Aviação Civil-ANAC, divulgou notas sobre o vôo 447 da Air France. A última delas, divulgadas às 18h20, a agência afirma que o número de brasileiros confirmados até este momento a bordo do voo AF 447, da companhia Air France, seria de 57, sendo 56 passageiros e um tripulante (um a menos que a informação divulgada pela Air France).

 

A ANAC informou que está trabalhando em conjunto com a Polícia Federal para confirmar todos os nomes e nacionalidades a bordo. Segundo a agência, a quantidade de brasileiros embarcados ainda pode aumentar, uma vez que 16 pessoas continuam sem nacionalidade determinada até o momento.

 

A dificuldade em identificar todos os passageiros ocorre porque o voo AF 447 estava lotado e alguns passageiros trocaram de voo mesmo depois de haver passado pela imigração no Aeroporto do Galeão. Além disso, há alguns passageiros com dupla nacionalidade que inicialmente foram identificados como estrangeiros, mas verificou-se que eram também brasileiros.

 

A partir de 02/06 a central de atendimento da Air France aos familiares funcionará somente no hotel Windsor na Barra da Tijuca (av. Sernambetiba, 2630, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro).

 

A ANAC pede aos parentes dos passageiros que embarcaram no voo AF 447 que entrem em contato com a Air France pelo telefone 0800 8812020, o mais rapidamente possível. A lista com os nomes dos passageiros só será divulgada pela empresa após contato com todos os parentes diretos.

 

Para informações gerais, a ANAC disponibilizou os telefones (61) 3366-9303/9307, que está disponível inclusive para ligações a cobrar. Informações para a imprensa devem ser obtidas nos contatos abaixo, da Assessoria de Comunicação.

 

* Com informações do CECOMSAER/ANAC e Air France.

 

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Recife:

Material recolhido não é do Airbus, diz FAB

Nada do que foi recolhido era parte do Airbus 330.

 

A Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou sua 12ª nota na quinta-feira (04/06) informando que a primeira remessa com os destroços até então recolhidos na região da suposta queda do Airbus no Atlântico central não são partes do avião da Air France.

 

A nota expedida pelo CECOMSAER também afirma que, “Com o intuito de procurar atender aos familiares das vítimas, todos foram convidados a conhecer detalhes das operações de busca na sede do Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Espaço Aéreo (CINDACTA III), em Recife, onde está instalado o comando das operações”.

 

O fato de não haver nenhum destroço da aeronave encontrado até o momento, bem como nenhuma outra pista sobre o desaparecimento do Airbus 330, vem somente aumentar a aura de mistério que paira em torno deste acidente.

 

Leia a seguir, a nota da FAB na íntegra.

 

NOTA À IMPRENSA 04/06/09 (20h40)*

 

RELATÓRIO DAS BUSCAS DO VOO 447 DA AIR FRANCE

 

O Comando da Aeronáutica informa que, no dia de hoje, aviões militares engajados nas missões de busca completaram a cobertura de 185.349 km², uma área equivalente ao território do Estado do Acre.

 

Ao longo do dia, aeronaves continuaram avistando vestígios isolados nas áreas de busca, tais como manchas de óleo e bóias. Tudo o que foi localizado na superfície do oceano mereceu atenção por parte das aeronaves.

 

As buscas seguirão a mesma conduta adotada nos dias anteriores, sendo que três navios da Marinha do Brasil estão na área das buscas em condições de resgatar eventuais destroços localizados.

 

 

A analise do material coletado pela Fragata Constituição, na manhã de hoje, demonstrou que o suporte utilizado para acomodação de cargas (pallet) não pertencia ao vôo AF 447.

 

Com o intuito de procurar atender aos familiares das vítimas, todos foram convidados a conhecer detalhes das operações de busca na sede do Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Espaço Aéreo (CINDACTA III), em Recife, onde está instalado o comando das operações.

 

* Fonte: CECOMSAER – FAB.

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FAB informa:

Aeronáutica diz que encontrou destroços no mar*

Uma poltrona de avião e outros objetos foram encontrados por aviões de buscas da FAB.

 

O Comando da Aeronáutica em sua nota de número 5 do relatório das buscas do voo 447 da Air France, informa que as aeronaves que se encontram na missão de busca do voo AF 447 localizaram vestígios e pequenos destroços de aeronave no oceano, entretanto ainda não é possível afirmar que pertençam à aeronave desaparecida.

 

Na madrugada desta terça-feira (02/06), a aeronave R-99 6751 que decolou de Fernando de Noronha-PE às 22h35 (horário de Brasília), para realização de varreduras com utilização do radar de abertura sintética, identificou por volta de 01h00 (horário de Brasília) alguns “retornos” no radar que indicavam materiais metálicos e não metálicos flutuando no oceano. As posições desses “retornos” foram marcadas por coordenadas geográficas e motivaram o replanejamento da busca, concentrando-se, agora, a aproximadamente 650 quilômetros a nordeste de Fernando de Noronha-PE.

 

Aeronaves C-130 avistaram, por volta de 06h49 (horário de Brasília), materiais em dois pontos distantes cerca de 60 quilômetros. Dentre eles, uma poltrona de avião, pequenos pedaços brancos, uma boia laranja, um tambor, além de vestígios de óleo e querosene.

 

Por fim, o Comando da Aeronáutica informa que mantém 10 aeronaves disponíveis nas ações de busca e resgate da aeronave.

 

* Informações do Centro De Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER).

 

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Rio de Janeiro:

FAB encontra mais destroços do AF 447*

Corpos ainda foram encontrados.

 

Mapa mostra as áreas em que foram detectados poucos destroços.

 

Aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) encontraram na madrugada desta quarta-feira novos destroços do jato da Air France que desapareceu no Atlântico com 228 pessoas a bordo, após a confirmação de que a aeronave caiu no mar durante o trajeto Rio-Paris, informou uma fonte da FAB.

 

"A noite não passou em branco, foram encontrados mais destroços", disse a fonte à Reuters, acrescentando que não poderia dar mais detalhes antes que as famílias dos passageiros fossem comunicadas sobre as novas informações.

 

Perguntada se foram encontrados corpos, a fonte afirmou: "Não, apenas destroços." A confirmação de que os destroços do Airbus A330 foram encontrados foi dada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, na tarde de terça-feira, após reunir-se com familiares dos passageiros no Rio.

 

De acordo com a Força Aérea, a quantidade e o tipo de material avistado -- peças brancas, fiação e manchas de óleo dispersos por cerca de 6 quilômetros -- levou à conclusão de que os destroços pertenciam ao Airbus que fazia o voo AF 447.

 

Os militares brasileiros, que entram no 3º dia de buscas, prosseguiram durante a madrugada a operação na área em que foram encontrados os primeiros destroços, a 150 quilômetros do local onde o Airbus A330 enviou uma mensagem automática informando que sofria problemas técnicos quatro horas após decolar na noite de domingo.

 

Uma aeronave de sensoriamento R-99 iniciou as buscas noturnas e, durante a madrugada, três aviões C-130 Hércules sobrevoaram a região.

 

Cinco embarcações da Marinha se dirigiam à região onde foram encontrados os destroços, incluindo um navio-tanque. A primeira delas, o navio patrulha Grajaú, deve chegar à região às 18h desta quarta-feira.

 

Inicialmente, a expectativa era de que o navio chegasse às 11h, mas essa estimativa foi adiada devido a condições climáticas que impedem que a embarcação se locomova a uma velocidade maior.

 

Um navio da França, capaz de realizar exploração no fundo do mar, também ajudará nas buscas. Três navios mercantes estão desde terça-feira no local indicado pela FAB colaborando nas buscas.

 

O voo AF 447 tinha 216 passageiros a bordo de 32 nacionalidades, incluindo sete crianças e um bebê. Segundo a Air France, 61 eram franceses, 58 brasileiros e 26 alemães. Dos 12 tripulantes, um era brasileiro e os demais franceses.

 

* Por Pedro Fonseca para Reuters, com edição de Maria Pia Palermo.

 

- Foto: Centro De Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER).

 

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Atlântico:

Encontrados dois corpos no mar

Comandos da Marinha e Aeronáutica do Brasil informam que dois corpos e uma maleta

com bilhete da Air France foram encontrados a mais de 900 km de Fernando de Noronha.

 

Da redação*

Via Fanzine

 

Radar do R-99 localizou destroços

 

Ao contrário do que divulgou alguns órgãos da mídia internacional, afirmando que satélites dos EUA e outros países é que teriam localizado destroços no mar, dos quais foram retirados dois corpos, os comandos brasileiros informaram que o avião R-99, que realiza varredura eletrônica na região, através de seu radar, é que encontrou os ditos destroços.

 

O Comando da Marinha e o Comando da Aeronáutica, responsáveis pelas buscas por corpos e destroços do Airbus 300 na região próxima a Fernando de Noronha, informaram que na manhã do sábado (06/06), o radar do avião R-99 da FAB identificou uma série de pontos a 849 quilômetros de Fernando de Noronha.

 

Dois corpos encontrados juntos a destroços

 

Os pontos, possíveis destroços, se encontravam distantes 69,5 quilômetros a noroeste do local onde o AF 447 relatou pane elétrica. Um avião Hércules C-130 foi direcionado ao local e confirmou visualmente a presença de objetos na água. Logo em seguida, às 08h14, a Corveta Caboclo recolheu no local uma poltrona azul e momentos depois encontrou dois corpos, além de vários componentes da aeronave. Esses corpos foram transferidos para a Fragata Constituição e posteriormente foi informado que são do sexo masculino. Os dois corpos resgatados já estão a caminho de Fernando de Noronha, a bordo da Fragata Constituição.

 

Às 11h39, o R-99 da Força Aérea Brasileira decolou de Fernando de Noronha para continuar a varredura eletrônica e captou, durante a tarde, diversos objetos a oeste da área de onde os corpos foram retirados. Como previsto, as aeronaves de busca visual decolaram em seguida para esclarecer estes pontos. Por volta das 16h00 um C-130 da FAB avistou outros locais com possíveis destroços.

 

Comandos confirmam que buscas vão continuar

 

Os comandos aéreo e naval informam que as buscas prosseguirão concomitantemente ao resgate dos variados componentes da aeronave já localizados. A Corveta Caboclo e o Navio-Patrulha Grajaú continuarão a retirar material do mar nesta noite. Também afirmam que os aviões seguirão o mesmo planejamento adotado nos dias anteriores, priorizando as ações de busca e posterior resgate de destroços.

 

A operação de busca seguirá a mesma conduta adotada nos dias anteriores. As aeronaves envolvidas irão informar os eventuais avistamentos de destroços aos três navios da Marinha do Brasil que se encontram na área de operação. Na sexta-feira (05/06), uma aeronave francesa Atlantic Rescue D passou a integrar o conjunto de aeronaves engajadas nos esforços de busca.

 

No total, doze aeronaves estão mobilizadas na Base Aérea de Natal e em Fernando de Noronha para o trabalho de busca, além dos três navios e um helicóptero da Marinha. Dois outros navios da Marinha estão a caminho da região onde deverão se juntar aos demais.

 

As autoridades brasileiras ressaltam que o arquipélago de Fernando de Noronha será apenas uma escala logística para possibilitar o transporte aéreo a partir deste ponto até Recife, onde a identificação de corpos será conduzida pelo IML-Recife (PE). Na atual fase das operações, enfatiza-se que o resgate de corpos terá prioridade sobre o resgate de materiais e que cada nova evidência encontrada reforça a necessidade de ampliar a área de buscas, que atualmente já soma mais de 200 mil quilômetros quadrados.

 

Na área de buscas, o serviço de meteorologia aeronáutico prevê para os próximos dias, pancadas de chuva e trovoadas isoladas, com ondulações no mar de 1,8 metros. A visibilidade durante as precipitações cai para 4 mil metros.

 

Visitas de familiares das vítimas e imprensa

 

O Comando das operações recebeu a visita de um grupo de 10 familiares das vítimas do vôo AF 447 para conhecer detalhes sobre as operações de busca. O grupo foi recebido no Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Espaço Aéreo (CINDACTA III), em Recife.

 

Na mesma manhã, jornalistas que compareceram ao CINDACTA III puderam conhecer as características operacionais da aeronave R-99.

 

* Com informações do Centro de Comunicação da Marinha e Centro de Comunicação da Aeronáutica.

 

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Atlântico:

Corpos estão sendo resgatados

Franceses chegam para tentar resgatar a caixa-preta.

 

Da redação*

Via Fanzine

 

Primeiros corpos resgatados chegam a Fernand ode Noronha

 

Os comandos militares em operação no Atlântico informam em 10/06 que os primeiros 16 corpos recolhidos passaram por trabalhos preliminares de perícia, em Fernando de Noronha e chegarão à Base Aérea de Recife às 15h da quarta-feira (10/06). De lá, seguirão para o Instituto Médico Legal para conclusão dos trabalhos de identificação.

 

A Fragata Bosísio segue em direção a Fernando de Noronha e deverá aportar nesta quinta-feira (11/06) levando a bordo 25 corpos que serão recolhidos por helicópteros da FAB. No Arquipélago, estes corpos passarão pelos mesmos procedimentos aos quais os demais foram submetidos, ou seja, preparação inicial e transporte de avião para Recife.

 

A meteorologia indica que o tempo e a visibilidade deverão piorar no local das buscas, a cerca de 1.350 quilômetros de Recife, porém, as autoridades militares afirmam que no momento, não compromete as atividades de busca e resgate.

 

O efetivo militar, os meios empregados assim como a conduta adotada para as Operações de Busca permanecem sem alteração em relação às informações prestadas anteriormente. Conforme divulgado anteriormente pelo Comando das operações, os corpos encontrados serão divulgados somente quando estiverem em poder dos militares brasileiros.

 

Procedimentos para identificação

 

Conforme informações fornecidas pelas autoridades pernambucanas, o trabalho conjunto de identificação dos primeiros corpos das vítimas do voo 447 será feito em conjunto pela Polícia Federal e a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, por meio do Instituto Médico Legal.

 

Segundo as informações, os procedimentos periciais têm início na ilha de Fernando de Noronha, onde três peritos federais, um papiloscopista federal, um médico legista de Pernambuco e um auxiliar de necropsia realizarão a inspeção visual, coleta de material genético (DNA), coleta de impressões digitais e a catalogação dos corpos, vestimentas e objetos resgatados juntos a cada vítima.

 

Após essa primeira análise, os corpos serão encaminhados para o IML, em Recife, onde serão feitos os exames médicos legais. Os exames de DNA, quando houver necessidade, serão realizados no laboratório da Polícia Federal, em Brasília.

 

Polícia Federal e Secretaria de Defesa Social de Pernambuco e todo o corpo técnico envolvido nesse trabalho de identificação das vítimas, também informa que “lamenta profundamente essa tragédia e garante aos familiares que será prestada total celeridade ao trabalho pericial”.

 

Buscas nas costa africana

 

Em sua última nota, de nº 24 (11h, de 10/06) o Comando das Operações não divulgou sobre o resgate de mais corpos, prevalecendo até o momento a informação de que 41 corpos estejam em poder dos militares brasileiros.

 

As buscas devem se intensificar na região da costa africana do Senegal. Os militares brasileiros já obtiveram autorização para acessar as águas e espaço aéreo senegalês, em busca de corpos das vítimas e destroços do voo 447.

 

Franceses chegam à região

 

Cinco embarcações francesas chegaram à região das buscas e vão se somar aos esforços dos militares brasileiros. Entre elas, dois rebocadores de alto-mar, um submarino nuclear com um potente sonar que tentará identificar possíveis sinais emanados da caixa-preta, que deve estar em algum lugar no fundo do mar. Também o submarino sonda, Nautile chegou à região e poderá descer até seis mil metros de profundidade em busca da caixa preta.

 

A operação de busca da caixa-preta e outros destroços submarinos do Airbus estarão a cargo do governo Francês;

 

* Com informações dos Centros de Comunicação da FAB e Marinha do Brasil, Polícia Federal e Secretaria de Defesa Social de Pernambuco.

 

- Foto: FAB.

 

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Atlântico:

Mais três corpos são resgatados

Trabalhos de resgate completam 10 dias.

 

Da redação*

Via Fanzine

 

Em sua nota de nº 27, de 11/06, o Comando da Marinha e o Comando da Aeronáutica informam que mais três corpos foram resgatados nas últimas horas e, portanto, o total de corpos encontrados chega a 44. Esses três últimos corpos estão a bordo da Fragata Constituição, da Marinha do Brasil.

 

A Fragata Bosísio chegou ao local próximo a Fernando de Noronha e os helicópteros H-60 Blackhawk e H-34 Super Puma, da Força Aérea Brasileira, iniciaram às 5h50 (horário de Brasília) o transporte dos 25 corpos do navio para o Arquipélago.

 

Na mesma manhã foi concluída a transferência dos 25 corpos que estavam na Fragata Bosísio, para Fernando de Noronha, onde passam por perícias preliminares. Os corpos serão transportados para Recife em duas etapas, conforme o andamento dos trabalhos periciais. A primeira etapa deverá ser concluída na manhã de sábado, 13/06.

 

Os comandos informam que na oportunidade da transferência dos corpos, o helicóptero H-60 Blackhawk, da Força Aérea Brasileira, transportou 15 militares do Destacamento Aéreo Embarcado (DAE), da Marinha do Brasil, para a Fragata Bosísio, que passará a operar com um Helicóptero AH-11A Lynx, na área de buscas.

 

Por solicitação da Marinha Francesa, o Blackhawk também levou dois psicólogos franceses para a Fragata Bosísio, a fim de que sejam transportados para a Fragata Ventose.

 

O efetivo atual da Marinha na operação chega a 585 militares. A FAB permanece com 255. Os meios empregados, assim como a conduta adotada para as Operações de Busca, permanecem sem alteração em relação às informações prestadas anteriormente.

 

10 dias de missão

 

Em nota anterior, de nº 26, os comandos informaram que, passados 10 dias do início das atividades, as aeronaves envolvidas na operação voaram um total de 700 horas. Deste total, a Força Aérea Brasileira cumpriu 597 horas de voo e as aeronaves estrangeiras (EUA e FRANÇA) voaram o restante.

 

As aeronaves C-130 Hércules, C-105 Amazonas e P-95 Bandeirante Patrulha, as mais envolvidas nas missões de busca visual, voaram um total de 490 horas. O R-99, por sua vez, voou 80 horas realizando uma média de três missões de busca eletrônica por dia.

 

A meteorologia indica que o tempo e a visibilidade nas próximas horas deverão comprometer os trabalhos de busca nas proximidades da posição aeronáutica TASIL (no limite do controle de tráfego aéreo sob responsabilidade do Brasil), onde a maior parte das buscas está concluída.

 

Os comandos informam que, independentemente das limitações meteorológicas, as buscas serão realizadas em áreas que ofereçam condições de vôo visual a baixa altura. As condições do mar são favoráveis, com ondas de até um metro de altura. A corrente marítima mudou do sentido Norte para Oeste, com velocidade de cerca de 1,1 quilômetro por hora.

 

O efetivo militar e os meios empregados, assim como a conduta adotada para as Operações de Busca, permanecem sem alteração em relação às informações prestadas anteriormente.

 

Os 16 primeiros corpos resgatados já estão no IML de Recife.

 

* Com informações dos Centros de Comunicação da FAB e Marinha do Brasil, Polícia Federal e Secretaria de Defesa Social de Pernambuco.

 

 

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