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Cybele Fiorotti

 

 

Cybele Fiorotti nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Mudou-se para São Paulo onde mora até hoje. Formada em Comunicação Social, atua como Assessora e Consultora em Comunicação e Negócio. Realiza trabalhos em diversas mídias - revista, jornal, tevê, rádio e mídia digital - gerando conteúdo para publicação. Administra os blogs "Aroma Essencial" sobre Marketing Olfativo/Identidade Olfativa, e "Experiência Compartilhada" sobre Educação Holística e Educação Espacial. Recebeu o prêmio "Baleia Azul" pelo projeto "Mãe Terra" junto ao meio ambiente. É autora da trilogia "Senhores dos Céus", sua primeira experiência literária na área de ficção.

 

 

 

 

ENTREVISTA DE CYBELE FIOROTTI

AO PORTAL UFOVIA

 

 

 

Por que acreditamos?

Crenças e Mentalidade

A informação sempre esteve disponível, o medo, a perseguição, entre outras formas de intimidações fizeram muitos pararem no meio do caminho. A busca por cidades e eventos registrados ao longo da história e consideradas mito, ou lendas, estão caindo por terra.

 

Por Cybele Fiorotti

Para Via Fanzine

20/06/2018

 

É bom refletir sobre mudanças, elas são benéficas e sempre bem-vindas. No entanto, mudar por fora o que continuamos a alimentar por dentro não muda nada, somente posterga.

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Entrevista com Cybele Fiorotti

 

Temos conversado nestes primeiros blocos de matéria sobre um tema que, em princípio, sempre acreditamos que todos sabem do que falamos, ou do que pretendemos levar como conteúdo. Mas será mesmo? Afinal, um leitor pode entrar em um site apenas por ter lido uma chamada que despertou sua curiosidade e se deparar com temas que não fazem parte de sua leitura habitual, ou perguntar sobre quem é esta pessoa que escreve sobre o tema, ou se ela prioriza a relação que passa a surgir entre quem lê e quem escreve. Qual a fonte de informação? Por que a insistência neste tema?

 

Bom, talvez você já tenha lido a bio que consta na página do Via Fanzine, ou na página do autor na Amazon, nela trago um resumo de quem sou e escrever e falar para mim sempre foi um forte impulso, uma necessidade. Minha trajetória profissional sempre me direcionou de uma forma ou de outra, ao encontro do tema exobiologia e arqueologia, sem que eu fosse busca-los. Isso despertava minha atenção, mas não dava o crédito constante. Minha primeira opção no vestibular foi Arqueologia, pela qual sou apaixonada e não perdi o entusiasmo, acabei optando por Comunicação por intuição – já escrevia muito nesta fase. Foi uma escolha difícil, e no decorrer dos anos fiz um curso livre de Arqueologia na USP.

 

O assunto extraterrestre não fazia parte das buscas, mas insistentemente veio permeando minha trajetória mesmo que eu não tivesse ainda consciência disso. Desde a infância o fator era recorrente, mas sem que eu desse atenção aos acontecimentos ao meu redor. Você toma consciência de que alguma coisa muito insistente precisa de atenção quando passa a buscar informação entrando em cada porta onde o assunto é ventilado. Uma hora você para, pois o excesso não ajuda, a euforia demasiada sem uma base sólida também não ajuda. Até que você encontra pessoas com os pés no chão, centradas, observadoras e analíticas. Esta fase impede que você viaje pelas nuvens aceitando qualquer coisa que é dito, ou apresentada como fato.

 

Não podemos esquecer que crescemos em meio a crenças enraizadas, uma educação calcada em ensinamentos que foram registrados a partir de ideologias e interesses em cada época da história humana conhecida.  Moldaram nossas mentes para que tudo fosse absorvido e entendido sem questionar os fatos, e os registros verdadeiros mantidos a sete chaves. Culturalmente muitos povos foram afetados, suas memórias ancestrais sufocadas por imposição de crenças e ideologias vigentes, mas o mundo foi ficando menor, as fronteiras mais próximas, as novas tecnologias nos dando mais possibilidade de encontrar meios de vasculhar o passado remoto.

 

Hoje, de fato, está mais fácil lidar com informações que a poucos séculos era tratado como contramão dos fatos. Muitos que se aventuraram em compartilhar suas descobertas morreram, ou foram isolados em função disso, mesmo em pleno século XX e XXI. Portanto, temos o privilégio de poder pelo menos falar quase abertamente e buscar fontes confiáveis. Digo “quase” porque o nível de desinformação cresceu na mesma proporção, e este é um mecanismo eficaz para distanciar a notícia do noticioso, para gerar dúvida e descrédito nas pessoas. Hoje em dia a desinformação é mais eficiente do que outras formas de intimidação, ou limitação. Hoje, também, podemos manter a mente aberta para novos questionamentos, pois a ciência tem sido revirada ao avesso e tendo de reconhecer que teorias consideradas inaceitáveis estão possibilitando novos estudos e evidências.

 

Portanto, a informação sempre esteve disponível, o medo, a perseguição, entre outras formas de intimidações fizeram muitos pararem no meio do caminho. A busca por cidades e eventos registrados ao longo da história e consideradas mito, ou lendas, estão caindo por terra como a descoberta da Cidade de Troia, pelo alemão Heinrich Schliemann; Zealândia, o continente submerso ao sudeste do Pacífico; o esqueleto de uma mulher adulta de 1 metro de altura encontrado na Indonésia apelidado de Hobbit e que agitou a sociedade paleoantropológica – somente citando algumas curiosidades que são consideradas lendas ou mitos – e que são divulgadas nos meios acadêmicos, ou de forma tímida pela mídia.

 

O assunto exobiologia -  busca por vida fora da Terra, ou mesmo pelos que já estão entre nós -, não é mais um tema surreal, místico, ou mítico levado ao nível de desocupados e alucinados. Cientistas já sabem sobre vida extraterrestre estudando meteoros e suas colônias “vivas” que carregam pelo espaço, e que continuam vivas mesmo atravessando a atmosfera do planeta; ou mesmo através de um balão aerostático utilizado para coleta de substâncias espaciais durante uma chuva de meteoros. Atualmente, vários desses cientistas declaram sua certeza sobre a vida alienígena contando suas experiências e não tendo receio da vigília que a comunidade cientifica faz sobre aqueles que passam do aceitável.

 

Todos estes fatos estão ao alcance de quem quiser saber mais sobre o assunto, basta acessar a internet e buscar nas redes sociais como Youtube, ou em sites voltados para o tema para ter acesso aos depoimentos e entrevistas. O mais recente, a declaração do ex-ministro de defesa do Canadá que atestou existir extraterrestre entre nós, causou euforia entre os pesquisadores.

 

Outros ministros, membros da marinha, exército e aeronáutica pelo mundo também deram depoimentos. Aqui no Brasil o mais notável foi General Uchôa e Coronel Uyrangê Hollanda.

        

A partir daí como podemos nos colocar em relação ao assunto sendo ele comum no nosso entendimento, ou incrédulo para outros? A pergunta é: - O que nos torna reféns do medo da mudança? O que tememos sobre a história que nos foi contada? Estaríamos colocando em xeque nossas crenças?

 

Diz um provérbio chinês: “Antes de começar o trabalho de modificar o mundo, dê três voltas dentro da sua casa.”

 

É bom refletir sobre mudanças, elas são benéficas e sempre bem-vindas. No entanto, mudar por fora o que continuamos a alimentar por dentro não muda nada, somente posterga. Quando lidamos com o desconhecido é preciso um momento de pausa para rever nossos conceitos e rever nossa mentalidade sobre aquilo que estamos prestes a conhecer. A confiança em nosso potencial e no processo de mudança é fundamental, pois nossa inteligência emocional será ativada podendo resultar em um estado de descontrole ou foco. A respiração sempre ajuda a acalmar nossa mente e estabelecer o próximo passo, e nosso corpo é a bateria que vai dar o start entre permanecer no foco e entender o que está acontecendo, ou sair em disparada e largar para traz um momento singular e único. A prudência é importante também, mas não o medo, pois ele bloqueia nossa capacidade de raciocínio e de buscar respostas.

 

Estamos diante de muitas novidades científicas, de pessoas de várias nacionalidades, profissões e instrução dizendo a mesma coisa sobre contato com seres alienígenas. Desde o mais simples ao mais letrado. Lembrando sempre que alienígena é aquele que desconhecemos, que vem de fora ou mesmo que já está aqui, como dissemos, mas que pertence a outra civilização não terrestre. No entanto, isto apenas nos traz os fatos, pois a aquisição do conhecimento se dá quando a experiência é individual, ou em grupo, mas existe o registro consciente de que a vida não se resume a este quadrante e você tem esse registro. Como o contato vai ser declarado de fato para os seres humanos eu não faço ideia, afinal são muitos os interesses envolvidos. No entanto, ele acontece em todo o planeta e não importa se estão contatando a tribo x ou a pessoa y, cada um registra seu histórico e mantém o fato fora da ficção.

 

O homem está se preparando para ser o próximo extraterrestre. Quer colonizar outros orbes. Como vai trabalhar essa informação? Ficará fora do alcance de prováveis civilizações que encontrarem? Terá a mesma conduta pela qual passamos hoje em relação aos estrangeiros que estão por aqui, ou em bases próximas do planeta? Está é uma boa pergunta. Pelo menos a NASA elaborou o código de comunicação para um eventual contato, isto porque alienígenas não existem...

 

O caminho para as mudanças que virão é a nossa perspectiva em um futuro melhor que começa hoje. É buscar formas de entendermos o que aprendemos e como mudar crenças e mentalidade de forma lúcida, sem atropelos. Sem nos agredirmos e tão pouco agredirmos o outro.

 

“O amor é uma vibração universal: o amor pode ser comunicado a todas as espécies, funciona em todos os níveis e expressa a nossa verdadeira natureza. É a base de toda a cura e a essência central da força-vital”. (Os princípios do Toque quântico)

 

Para fazermos parte da família cósmica precisamos primeiro dar três voltas em nossa própria casa – individual e coletiva -, para termos a possibilidade de entender o que será este outro lado do conviver em uma sociedade não terrestre que mal começamos a vislumbrar. Respondendo à pergunta do inicio dessa matéria, sim, eu priorizo a relação entre nós – quem lê e quem escreve. Ter responsabilidade sobre o que você transmite é um primeiro passo, e como me disse um amigo: “O que você pensa eu respiro”. Então vamos em frente.

 

 

*  *  *

 

Diversidade:

Comunicação, linguagem e língua

Como seria a interpretação dos códigos de linguagem na descoberta de uma nova cultura?

 

Por Cybele Fiorotti

Para Via Fanzine

1º/06/2018

 

A diversidade existente no planeta poderia nos dar um senso de realidade sobre o que ou como poderia, ou imaginaríamos ser, a comunicação em outros orbes ou entre aqueles que estão vivendo aqui no planeta Terra.

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Entrevista com Cybele Fiorotti

 

Um assunto que permeia a malha dos contatos com civilizações não terrestre tem relação com linguagem e comunicação. O que é a comunicação entre culturas alienígenas e nós? Afinal somos alienígenas para eles também. Pensando em termos de vida no planeta Terra temos uma gama de formas de comunicação extraordinárias.

 

A diversidade existente no planeta poderia nos dar um senso de realidade sobre o que ou como poderia, ou imaginaríamos ser, a comunicação em outros orbes ou entre aqueles que estão vivendo aqui no planeta Terra. O que temos como registro de contato atualmente são contatos telepáticos e, na área de escrita, alguns ideogramas registrados ao longo dos casos registrados.

 

No entanto, poderíamos ser surpreendidos com uma forma de comunicação completamente adversa dos modelos que supomos devam ser os mais usuais como formas geométricas, linguagem binária, sons, luz, etc. Não podemos descartar que o universo não é um lugar insípido, sem cheiros, cores e sons, que poderiam muito bem ser uma forma de comunicação que usamos como sentidos. Outra forma sugerida são os sonhos que podem trazer signos ou formas que conhecemos como instrumentos de significados, e que foram assinalados como uma forma de comunicação com o nosso subconsciente.

 

Podemos fazer uma diferenciação para entendermos melhor os termos: Comunicação – “troca de informação, independente do emissor, do receptor, do código e do meio utilizado”; Linguagem – “qualquer meio sistemático de comunicar ideias ou sentimentos através de signos convencionais, sonoros, gráficos, gestuais.”; Língua -estruturas variadas das formas de linguagem.

 

Na trilogia “Senhores dos Céus, por Irenia” menciono Parrilha. Este personagem realmente existiu e através dos seus inúmeros contatos com outras civilizações escreveu um dicionário idiomático contendo vários tipos de expressão linguística. Apesar de não estar disponível continua sendo um valioso material para um futuro próximo onde o estudo das várias formas de comunicação se fará necessária.

 

O filme “A Chegada” mostra a limitação em decifrarmos códigos que não se assemelham aos nossos, e como perdemos um tempo precioso não buscando entender os diferentes códigos de linguagem aqui mesmo em nosso planeta advindos dos diferentes reinos da natureza. Nosso egocentrismo e orgulho como seres únicos e inteligentes não somente no planeta como em todo o universo, mostra a dificuldade em deixar publico um material tão rico como o que Parrilha reuniu.  Não por egoísmo, mas por uma total imaturidade do ser humano, além de que com toda certeza estaria sendo absorvido e recolhido por organizações sem interesse que o material fosse estudado, divulgado, muito menos ensinado. Nenhum exagero nesta afirmação, isto já acontece com pesquisas que poderiam dar ao ser humano mais qualidade de vida, além de conhecimento.

 

Apesar de estar nestes últimos anos longe do universo semiótico compartilho com todos um fragmento da visão sobre o tema que levei a discussão na década de 90, e que nos faz repensar, diante das novas tecnologias, em como o comunicar está passando por grandes transformações, bem como se isto facilitará ou dificultará a interação com outras culturas não humanas.

 

Semiologia

 

“Amigos, procurei dentro de um tema acadêmico ser o mais objetiva possível por ser a Semiologia uma ciência relativamente nova, e ainda voltada para pequenos círculos de estudiosos. Para desenvolver este trabalho procurei por estas pessoas, para que todos nós saíssemos daqui com uma visão básica do assunto.

 

Quando falamos de Comunicação, falamos de um processo. O objetivo central desse processo é a Informação transmitida por um comunicador a um receptor, utilizando um canal e um sistema de códigos específicos e, posteriormente, recuperada para a transmissão de novas informações. A Semiologia ou semiótica é a ciência que estuda justamente estes sistemas de signos no seio da vida social, e obriga-nos a voltar a função primordial das linguagens: “Agir sobre outrem”. Comunicar-se, portanto, é transmitir uma mensagem. Etimologicamente, a palavra comunicação deriva do latim “comunicare” cujo significado seria “tornar comum”, partilhar, trocar opinião, conferências. De fato, comunicar tem o sentido de participação.

 

Foi o matemático Claude Elwood Shannon (30 de abril de 1916 — 24 de fevereiro de 2001) em coautoria com Warren Weaver (1894-1978) que buscou durante a Segunda Guerra mundial um método para simplificar os sistemas de comunicação. Segundo ele, a teoria da informação se interessa quase exclusivamente dentro dos três níveis de comunicação:

 

1-Técnico - com quanta precisão podem ser transmitidos os símbolos?

 

2-Semântico - com quanta precisão os símbolos transmitidos transmitem o significado pretendido?

 

3-Eficácia - com quanta eficácia o significado recebido influi na conduta da maneira desejada?

 

O ideal é a interatividade dos três aspectos, pois na comunicação humana se registra um sem número de malogros não porque o emissor é incapaz de expressar o que tem por dizer, ou porque o receptor é incapaz de interpretar a mensagem como se pretendia que ela fosse interpretada. As razões desses insucessos têm frequentemente um sabor semântico, mas, muitas vezes as suas causas residem na constituição e na situação psicológicas de uma das partes ou de ambas, mas não devemos denotar a linguagem todos os deméritos, outros ruídos podem interferir nesta sintonia sendo uma delas a tradução de conceitos que podem ser confusos de uma língua para outra. No total são sete as barreiras à comunicação humana convencionadas.

 

Demais, as pessoas não se comunicam pura e simplesmente para influir na conduta umas das outras; as suas intenções têm, com frequência, um alcance muito mais do que o sugerido. A educação, por exemplo, o mais extenso de todos os processos de comunicação destina-se em sua essência muito mais a produzir uma atitude informada da mente do que provocar alterações específicas de comportamento.

 

Podemos lembrar também o feito extraordinário do matemático britânico Alan Turing, pioneiro da computação e considerado o pai da ciência computacional e da inteligência artificial, com a criação do que é considerado o primeiro computador, e que decifrou o código alemão “Enigma”, acelerando o termino da Segunda Guerra Mundial. O filme “O jogo da imitação” mostra o processo de entendimento das codificações e a solução encontrada. Abaixo teses interessantes sobre o assunto.

 

(Um estudo da máquina Enigma).

 

Comunicação com outras culturas não humanas

 

As comunicações recebidas através de contato com outras culturas não humanas podem ter resultados falhos não somente no que se refere a interpretação do conteúdo da mensagem, como também das implicâncias e intenções. Isto é, o processo de comunicação humano já é extraordinariamente complexo, havendo muitas interferências e erros de interpretação que pode levar a um entendimento ineficiente, falho.

 

O relacionamento entre o emissor e o receptor pode interferir e gerar preconceitos existentes, como erros ou dificuldades na utilização de códigos de comunicação que envolvem não somente a expressão verbal, ou não verbal, ou um símbolo qualquer; mas também conteúdos, conotações. Lembrando que não somente um conceito, uma palavra, - aliás uma palavra pode ser empregada como símbolo, signo, ou elemento de referência - mas tudo que implica a decodificação do conteúdo registrado pode acarretar numa não compreensão do entendimento daquilo que se quer dizer, transmitir.

 

Dentro da comunicação com os extraterrestres, o conteúdo, as implicâncias dentro de cada frase, elemento, palavra ali empregada, implicam num contexto mais abrangente do que aquele que todos nós detemos. Na análise de uma frase, de todo um parágrafo, pode estar ali um conteúdo, informações muito mais simples que, talvez, com toda nossa capacidade não consigamos interpretar muito em função de influências e carga cultural que trazemos conosco. Por isso, a necessidade de apreender códigos de linguagem trazidas por estas culturas para chegarmos ao entendimento conceitual do que é transmitido. Este processo nos ajuda a traçar um elemento comum dos símbolos empregados. Seja o canal verbal, não verbal, telepático, etc., terá que utilizar um código de comunicação de relacionamento comum, caso contrário, não decodificaremos as mensagens.

 

É fato que todos nós identificando e percebendo necessidades passamos para a ação, implicando numa relação com o meio, gerando um comportamento. Através desta interatividade se chega a aprendizagem. Como aprendemos, e se aprendemos, é crucial para o desenvolvimento futuro tanto da nossa raça, nossa adaptação ao meio ambiente, e com realidades diferentes da nossa. “

 

O contato é uma experiência ainda tratada como parte de uma histeria coletiva. Nem mesmo esta razão foi suficiente para que governos do mundo todo deixassem de criar centros de estudos na remota perspectiva deste evento se tornar realidade. Não é preciso ir muito longe neste raciocínio, pois estamos prestes a colonizar outros planetas o que implicaria ter mecanismos de comunicação que facilitasse o suposto contato com novas culturas.

 

NASA: Archaeology, Anthropology, and Interstellar Communication

 

Aqui fica uma pergunta para reflexão. Se entre nós humanos ainda não foi possível estabelecer a livre convivência, estabelecer valores humanos que nos direcionem para um crescimento e evolução enquanto raça condigna, diminuir os impactos truncados da comunicação global, como queremos não somente colonizar, mas entender outras culturas que podem ser radicalmente – em todos os aspectos – diferentes de nós?

 

Se entendermos a comunicação como uma relação social, onde emissor e receptor procuram estabelecer uma linha estreita de compreensão para que o ruído seja eliminado estamos retrocedendo dentro do que denominamos “contato”. As bases para qualquer contato é confiança, respeito pelo outro e adaptação mútua aos costumes e tradições. Somente nos entendendo como humanidade estaremos aptos a fazer esta troca de intenções. Neste ponto nenhuma referência a aspectos místicos, ou de conotação limitantes. Testemunhos de contatados inclusive ligados aos governos falam de raças que são dominantes, com interesses aos quais vinculam governos da Terra interessados no que pode ser oferecido. No entanto, existem outras raças que buscam o contato pela troca de conhecimento, uma via de mão dupla, e neste caso o processo de aprendizagem cresce exponencialmente, sob este aspecto só temos pontos positivos.

 

Outros estratagemas que os sábios usam para determinar o caráter de uma escrita desconhecida é por elementar que pareça, contar os símbolos. A lógica que está no fundo disto é bastante simples: uma escrita desconhecida contendo menos de trinta sinais diferentes, não pode, possivelmente, ser uma escrita silábica, pois trinta silabas não bastam para reproduzir a língua. Tal escrita teria que ser uma escrita alfabética. Por outro lado, se tiver cerca de cem sinais, pode-se admitir imediatamente que a escrita é silábica. Se houver ainda mais sinais a escrita deve ser ideográfica: sinais separados para cada palavra ou ideia.” (Reprodução parcial de uma página da obra “O segredo dos Hititas, de C.W. Ceram. Ed.1964 – Editora Itatiaia Ltda. Pg.101).

 

*  *  *

 

O que nos espera?

Uma experiência intrigante

Discutir sobre assuntos antes considerados estranhos, supersticiosos, ou de quem estava possuído por algum mal não definido levava inúmeras pessoas ao isolamento, prisão ou morte.

 

Por Cybele Fiorotti

Para Via Fanzine

11/05/2018

 

Qual é o nosso maior desafio hoje diante de todo este volume de informação?

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Entrevista com Cybele Fiorotti

 

Experiências podem ser instigantes, desafiadoras, perigosas ou inócuas. Buscar aleatoriamente por algo que não é parte do nosso dia a dia enquanto cidadãos comuns passa a ser uma advertência para nos ocuparmos mais da prudência, muito mais que do medo do desconhecido. No entanto, parece ser uma característica nossa não nos contentarmos em descobrir o que mal conhecemos do nosso próprio planeta. Precisamos ir além, muito além. Quem sabe esta busca pode ter raízes em algum gene ou lembrança escondida em nossos registros de memória celular!

 

Parece conversa de doido, não é mesmo? Mas, se pudermos abrir mais nossa mente e tentar entender as leis que regem nosso sistema planetário, o nosso próprio planeta, a ideia de que existe algo mais que ainda não aceitamos como fato possamos nos dar este impulso para o instinto de investigação.

 

Vivemos um tempo estranhamente incomum, onde discutir sobre assuntos antes considerados estranhos, supersticiosos, ou de quem estava possuído por algum mal não definido levava inúmeras pessoas ao isolamento, prisão ou morte. A era digital quebrou barreiras antes insondáveis, trouxe para o dia a dia a informação, como também a desinformação, um ponto importante que não podemos esquecer. Se nos séculos XV, XVI e XVII, e até mesmo no final do século XVIII a informação levava um tempo considerável para chegar ao destinatário, hoje temos este privilégio em segundos. O que acontece do outro lado do planeta, independente do fuso horário, nos é informado. Um tempo, também, onde as mazelas humanas estão mais afloradas.

 

Qual é o nosso maior desafio hoje diante de todo este volume de informação?  Primeiro, entender que estamos mais sujeitos a sermos enganados do que em outras fases da história humana. O espirito aventureiro e desbravador, característica de nossos antepassados, está dormindo nos tempos de novas tecnologias. Não mais nos aventuramos em descobertas que preenchiam a imaginação criativa de homens e mulheres. Segundo, para chegarmos aos fatos temos muito mais dificuldade a partir de fontes não identificáveis, e da facilidade em criar falsos registros através do ambiente web. A pergunta é: quem é o responsável pela informação?

 

Navegamos nesta era digital como os primeiros desbravadores que iam a cada fase vencida de sua jornada traçando um mapa do caminho para que os próximos aventureiros pudessem chegar ao destino com uma margem de erro mínima. O lado negativo dessa navegação é permanecer atados ao digital e poucos irem a campo comprovar a veracidade dos fatos. Portanto, a dependência de recebermos algo factoide ou verdadeiro depende de um toque na tela, e na idoneidade do pesquisador.

 

A possibilidade, hoje, de estarmos próximo a um contato com humanidades não terrestres, estabelecidas no planeta, ao redor dele, ou mesmo de outros sistemas vem recheando redes sociais, blogs e veículos de comunicação com todo tipo de especulação. Precisamos estar atentos à nossa história que está repleta de mitos, deuses, escolas secretas que em nada contribuíram para esclarecer a pergunta que não cala: - Estamos ou não sozinhos neste sistema?

 

Buscando um raciocínio neutro e nos perguntando como pode em um meio totalmente adverso à vida ser encontrada Vida, como negar que esta pode ser a realidade em outros orbes, tanto neste nosso sistema planetário, como em outros milhões pela galáxia? Não é mais ficção a busca por vida extraterrestre. Várias instituições publicas e privadas desenvolvem projetos com este fim. Pequenos plânctons e organismos microscópios tem sido descoberto fora de naves espaciais, como no caso da ISS (Estação Espacial Internacional). O deserto de Atacama, considerado um dos lugares mais inóspitos do planeta, mostrou que guarda vida em estado de hibernação. São somente dois exemplos dos vários já publicados por Universidades e revistas científicas sobre descobertas que nem seriam consideradas a alguns séculos por nossos cientistas.

 

Nos conscientizarmos que estamos compartilhando um vasto mapa cósmico com outras raças não é mais conversa de alucinado, mas de quem respeita a Vida em toda a sua diversidade e com a qual terá que lidar em um momento qualquer. Estamos próximo do contato? Não, não estamos, porque ele acontece há tempos incontáveis. Os contadores de história universal nos negaram esta parte da narrativa pelos mesmos motivos que hoje lutam por poder, ideologias, e a ganância incessante por controle de massa, sistema financeiro, ou controle de informação. Nada de novo. É aguardar os próximos capítulos dessa que pode ser o próximo salto na integração do homem às diversas civilizações que estão de olho nos avanços que o homem está prestes a fazer colonizando outros planetas.

 

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Agradecimento especial

 

Naquele ano de 1996, encontrar Irenia em um parque de São Paulo foi gratificante. Escutar sua história e tentar trazer para o papel aquela narrativa intensa foi desafiador. Quando nos conhecemos, quase que por acaso no metrô, não supúnhamos que um simples tédio pelo atraso dos trens renderia tanto assunto. Também não entendemos como fomos parar no assunto extraterrestre e até hoje rimos muito disso. O fato é que esta mulher teve a coragem de abrir seu coração, talvez acumulado por tanta informação, e naqueles vinte minutos contar uma verdadeira ficção. Nos encontramos durante seis meses e a cada encontro uma surpresa atrás da outra me dizia que algo silencioso, e incrível, estava acontecendo debaixo das barbas de todo mundo, mas ninguém era informado. Ela pediu sigilo sobre algumas passagens que eu respeitei, mas autorizou quase na integra que tudo fosse levado ao conhecimento das pessoas. Ela dizia que ninguém mais deveria ficar ausente do assunto. Era questão de tempo para que tudo viesse à tona. Não a vejo desde então.

 

A decisão de transformar em livro veio após uma conversa sobre a possibilidade de levar toda aquela narrativa como ficção para as pessoas em geral, ligadas ou não no tema. Ela dizia que já era alucinante não ter como dar um parâmetro para os acontecimentos, quanto mais aumentar esta dose com fatos imaginários. Ela deu carta branca para que eu criasse personagens e situações paralelas aos eventos, mas pediu para ler antes de qualquer decisão que eu tomasse. Era o mínimo que poderia fazer diante de tanta disponibilidade, e lógico que assenti sem nenhuma ressalva. Lendo e relendo várias vezes o material eu já não sabia o que era ficção e o que era real, diante do inusitado de alguns dos fatos narrados. O pensamento de Helena Blavatsky “A verdade é mais estranha que a ficção” foi citado por ela várias vezes, e por isto não poderia ficar fora do livro. Irenia me indagava sobre o que as pessoas pensariam sobre tudo isso, e minha resposta sempre foi a mesma: não importa é somente ficção para a maioria, divertimento, ou simplesmente uma leitura curiosa. O mais importante fora sua disponibilidade para entregar a um estranho , confiando cegamente em seu discernimento, algo muito especial. Isto sim foi mais corajoso.

 

Aguardo sempre um contato para continuarmos o assunto. Em alguns desses encontros ela foi acompanhada de amigos que nunca soube se eram humanos ou não. Apenas um me chamou a atenção, mas ela não confirmava minhas suspeitas, somente sorria, às vezes dava gargalhadas altas e seus olhos brilhavam diante de minha curiosidade. Fica aqui meu agradecimento a esta mulher incrível que me deu um novo parâmetro para a definição de impossível.

 

Cybele Fiorotti

abril/2018

 

 

 

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