Amazônia

 

Inscrições em baixo relevo:  

Sinais misteriosos na Amazônia I

As inscrições do rio Araguaia, em Martírios, são misteriosas e sua simbologia continua indecifrável.

Após sua descoberta passaram a ser conhecidas como Martírios do Araguaia,

nome dado pelos bandeirantes que as encontraram.

 

  Por J. A. FONSECA*

De Itaúna-MG

outubro/2013

  

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Existem muitos registros arqueológicos na região da Amazônia e, pode-se dizer, que as maiores concentrações destes se acham localizados nesta parte do Brasil, além da região Nordeste, também riquíssima em manifestações desta natureza e igualmente inexplicáveis.

 

Diremos que dos inúmeros registros que já foram descobertos no norte brasileiro, muitos deles carregando rara complexidade, existem muitos outros que, certamente, se acham perdidos no interior da densa floresta, em locais de acesso ainda impenetrável. A nosso ver, registros como estes se tratam de verdadeiros “livros” gravados em pedras, guardando signos desconhecidos de nosso tempo e outros que se assemelham a “letras” que poderiam estar relacionadas a um alfabeto muito antigo ou mesmo a uma escrita primitiva.

 

Neste trabalho, estamos destacando duas zonas da Amazônia (região Norte do Brasil) que desvelaram significativos conjuntos destas estranhas inscrições e que se enquadrariam, por sua estranheza e por suas características, numa espécie de mistério arqueológico de difícil decifração e entendimento, que deveriam merecer maior atenção dos pesquisadores.

 

Por esta razão, decidimos abordar as referidas áreas, ambas localizadas no alto Araguaia, porém, uma no estado de Tocantins e outra no estado do Pará, apesar de se situarem muito próximas. Como nós veremos, não se tratam de simples rabiscos na pedra, sem um objetivo mais conciso, como seja, o de preservar algum conhecimento ou fato de relevante importância. 

 

Ilha dos Martírios–TO

 

As inscrições do rio Araguaia, em Martírios, são misteriosas e sua simbologia continua indecifrável. Após sua descoberta passaram a ser conhecidas como Martírios do Araguaia, nome dado pelos bandeirantes que as encontraram, por pensarem tratar-se de representações da coroa e dos instrumentos da crucificação (ou “martírio”) de Jesus. Este sítio está localizado no norte do Estado de Tocantins, do lado direito do rio, na divisa com o estado do Pará.

 

Desde o século XVII são conhecidos estes estranhos sinais que ali foram encontrados quando se procurava ouro e o apresamento de índios para serem vendidos como escravos em São Paulo. Os bandeirantes foram os primeiros homens, ditos civilizados, que por ali estiveram naquela época e encontraram aquelas estranhas marcas talhadas na pedra.

 

Tais marcas, no entanto, continuam até hoje envoltas em mistério, ocultando seu sentido verdadeiro, pois desde que foram descobertas não se conseguiu desvendar o seu significado e os seus feitores. Grande parte dos pesquisadores entendem as marcas como petrogravuras deixadas por povos que aqui viveram há milênios, não podendo, entretanto, determinar com presteza quando teriam sido insculpidas e quem teriam sido os seus autores.

 

Ao que se sabe a primeira expedição que chegou até este local em busca de ouro foi a de André Fernandes, que partiu de São Paulo em 1613 e afirmava ter e encontrado ali o precioso metal. Em 1673 as expedições de Bartolomeu Bueno da Silva e de Manoel Campos Bicudo, que partiram também de São Paulo, chegaram aos Martírios, tendo retornado em 1682. Estas duas chegaram ao local onde as inscrições se encontram e foram por estes chamados de Martírios e descritos como sendo representações dos instrumentos da crucificação e dos tormentos de Jesus: a cruz, a coroa, os cravos, as lanças e outros objetos.

 

Por volta de 1719 e 1725, quando se deram as notícias de ouro nas regiões de Cuiabá e Goiás, também começou a se falar na existência deste precioso metal em minas mais longínquas, onde haveria outras muito mais abundantes. Tais notícias faziam parte de manuscritos raríssimos, nos quais se relatavam a existência de muito ouro na região onde habitavam os índios Araés, próxima aos rios Araguaia e Paraupava.

 

Também diziam estes manuscritos que, em determinada região naquelas paragens havia estranhas figuras gravadas na pedra e que muito se assemelhavam aos instrumentos de martírios de Jesus, além de outras figuras, e que este local passou a ser chamado de Martírios por este motivo.

 

 

Entretanto, o rio Araguaia já era conhecido nesta época, mas o Paraupava ainda não, aumentando assim o mistério em torno destes relatos. Tudo isto, levou ao campo da lenda a história dos Martírios e a sua localidade próxima aos rios acima citados (o Araguaia e o Paraupava) aumentou o seu segredo, sem que se pudesse esclarecer devidamente o mistério. Até que o autor Manoel Rodrigues Ferreira, debruçando-se sobre o assunto, acabou por desvendá-lo totalmente e pôde relatar os seus estudos e pesquisas locais em seu livro “O Mistério do Ouro dos Martírios”, editado em 1960. Concluiu que os rios Araguaia e Paraupava eram um só e que a região dos afamados Martírios estava localizada no norte do antigo estado de Goiás, hoje Tocantins, na margem direita do rio Araguaia.

 

Em 1769, o capitão Antonio do Prado Siqueira elaborou um roteiro dos Martírios, conforme dados que lhe foram passados por Antonio Pires de Campos, que estivera naquela região em companhia de seu pai Manoel Campos Bicudo quando era ainda muito jovem. Na expedição de 1673/1682, relatou que existia uma rocha vertical onde estavam gravadas figuras que se pareciam com os instrumentos dos martírios de Jesus. Disse também que encontraram a aldeia dos índios Araés e que suas mulheres enfeitavam-se com folhas de ouro que, segundo eles, foram encontradas nos morros próximos dali, depois da chuva. Tais relatos inflamaram a mente e a cobiça de muita gente.

 

No século XIX foi muito intensa a procura dos Martírios no estado de Mato Grosso. Os bandeirantes que haviam chegado até este local falavam da existência de ouro por aqueles lados e citavam as figuras gravadas na pedra. Diziam que se tratavam de emblemas dos martírios de Jesus e que estes eram indícios de que havia riquezas nas redondezas a serem exploradas. Também Cunha Matos falou das figuras dos Martírios e de outras inscrições em 1824.

 

Vinte anos depois, em 1844 o viajante francês Francis Castelnau também passou pela região, subiu o rio Araguaia e escreveu sobre os Martírios. Porém, ele não viu as inscrições e descreveu apenas as estranhas formas das pedras, esculpidas pela água, dizendo que os gigantescos penhascos, profundamente escavados poderiam ter sido parte de antigos capitéis. Em 1847 o bacharel Rufino Teotônio Segurado fez uma viagem até esta região e também não conseguiu ver as figuras gravadas na pedra e contadas nos manuscritos anteriores, mas fixou-se nas formas das pedras e passou a imaginar que estas poderiam estar relacionadas aos Martírios.

 

Em 21/08/1888, o antropólogo alemão Paul Ehrenreich decidiu descer o rio Araguaia para encontrar as famosas inscrições, procurando informar-se tanto quanto pôde sobre os relatos dos Martírios. Ao chegar à região passou a fazer uma minuciosa pesquisa nas rochas em torno, trabalho este que parece não ter sido feito pelos demais pesquisadores que não viram as figuras. Deste modo, acabou por descobrir as inscrições tão procuradas e procurou reproduzir todas que ia encontrando em suas buscas, descrevendo a localização dos sítios correspondentes e comentando-as pormenorizadamente.

 

Escreveu Ehrenreich que “as figuras das quais copiamos as mais importantes em rápido bosquejo, encontram-se espalhadas, em forma de grupos e de modo bastante irregular sobre uma superfície extensa. São ou nítidos desenhos de contorno, representando animais, homens e figuras estilizadas, por meio de linhas de 1 a 2 centímetros de largura e alguns milímetros de profundidade, ou então simples gravações de traços cruzados e linhas arqueadas sem forma explicável”.

 

Escreveu ainda o pesquisador: “Na extremidade norte da ilha, em parte na sua maior elevação (cerca de 15 metros acima do nível mais baixo da água) e em parte um pouco mais abaixo, ainda no domínio da linha alcançada pelas cheias, observa-se, nos blocos de pedra do chão, grande número de esculturas rupestres que se incluem entre as mais curiosas de todo o continente e que se tornaram o centro de todo um ciclo de lendas.”   

 

E prossegue afirmando, “Entre as gravações simples, na maioria de forma muito indeterminada, há duas que coincidem perfeitamente com as representações do sol e dos pontos cardeais, como os conhecemos na América do Norte”.

 

Ehrenreich copiou todas as figuras que conseguiu encontrar nas paredes de pedra dos Martírios e disse que os mesmos foram vistos por poucos viajantes e não houve ninguém que deles tivesse feito alguma cópia. As figuras copiadas pelo cientista alemão mostram uma grande quantidade de estranhas figuras, podendo se notar que algumas delas assemelham-se a animais, outras a objetos desconhecidos e alguns destes que foram comparados aos martírios de Jesus, como os que mostram formatos de coroas, pregos, martelos, escadas, lanças, etc. Acreditava Ehrenreich que todos aqueles que estiveram na região e que não encontraram as inscrições, talvez não as tivessem procurado no interior da ilha, mas sim nas encostas inclinadas das margens do rio.

 

Inscrições na Ilha dos Martírios

 

Incisões profundas na rocha, como as reproduzidas acima, produziram figuras

como estas, inexplicáveis e complexas. O que pretenderam representar?

 

Em 1971 o historiador Manoel Rodrigues Ferreira interessado no relato do bandeirante organizou uma expedição até Martírios e elaborou um amplo documentário da região, com moldes, fotografias e filmes, publicando-o em seguida. Sabe-se que a região tinha sido habitada na época do descobrimento do Brasil pelos índios Tupis, mas ao que puderam observar, as petrogravuras foram feitas muito anteriormente, por um povo desconhecido. As figuras inscritas estão dispostas em grupos e se acham espalhados por toda a ilha. Alguns destes signos estão reproduzidos por intermédio de sulcos com cerca de 1 a 2 cm de largura e de profundidade, algumas delas foram muito bem trabalhadas. Muitas destas reproduções assemelham-se a figuras de animais conhecidos, mas outras são de formas estranhas que não podem ser seguramente interpretadas.

 

Manoel Rodrigues Ferreira afirma que muitos desbravadores chegaram à região dos Martírios do Araguaia e que pela razão de serem muito difíceis de serem vistas estas inscrições e exigirem uma pesquisa mais minuciosa, elas não foram encontradas por alguns deles. Disse que as insculturas ali existentes teriam sido feitas por um povo que habitou a região antes do descobrimento do Brasil e que esta gente está relacionada à pré-história brasileira.

 

Chegou-se até mesmo a imaginar que estas inscrições poderiam ter sido feitas pelos jesuítas que chegaram ao Brasil desde o início da colonização. Porém, é pouco provável que esta teoria possa ter fundo de verdade, uma vez que se trata de uma grande concentração de inscrições e desenhos gravados nas pedras, sendo que muitos destes se retratam figuras desconhecidas e não usuais perante os jesuítas. A história sobre os símbolos dos Martírios como o martelo, os pregos e a coroa de espinhos, mais a lenda de ouro abundante, fizeram com que muitos aventureiros partissem para aquela região, como se tudo isto também fizesse referência ao caminho do lendário Eldorado.

 

É importante que tenhamos a mente aberta para a discussão em torno das itacoatiaras brasileiras e não queiramos atribuí-las somente a obras de origem indígena, brincadeiras sem significado ou produzidas simplesmente para passar o tempo.

 

Face à sofisticação de muitas delas, seria bem mais coerente uma opinião como a emitida pelo Frei Luiz Palha, dominicano da catequese de Conceição na década de 1930: “Há impressos sobre o rochedo traços curiosos, vestígios de uma raça índia diferente dos carajás e inteiramente desaparecida, ao menos das nossas regiões do Araguaia. Neste ponto o rio se atira por entre as rochas e aí passa como que por estreita garganta. Esses vestígios talhados na pedra dura dos Martírios são pinturas e desenhos primitivos, circunferências bem traçadas, por exemplo, que tiveram como autores os índios da raça tupi, habitantes da região e muitíssimo anteriores aos carajás”.

 

Reproduções feitas pelo autor de significativos signos gravados em Martírios.

  

É interessante mencionar que em 1932 o pesquisador Hermano Ribeiro da Silva teria percorrido o rio Araguaia e contatado o Frei Luiz Palha. Segundo ele, “(…) o que mais fica a admirar-se nos Martírios é a maneira como se conseguiu a gravação das figuras na rocha a pique, correndo-lhe por baixo uma torrente de velocidade assustadora. Eu não pude e nem cuidei de indagar de tão espantoso feito”.

 

Outras opiniões importantes foram citadas por Edithe Pereira no seu livro “Arte Rupestre na Amazônia – Pará” e merecem destaque.

 

Na década de 1980, técnicos da Fundação Casa da Cultura de Marabá fizeram um estudo das inscrições de Martírios, registrando-as uma a uma. Segundo informaram, existem identificados na ilha até o momento 760 painéis, nos quais, estão registradas 3342 figuras. Todos estes painéis se encontram em posição vertical, sendo que alguns deles estão bem próximos da água do rio e outros em até 5 metros de altura.

 

Segundo o professor Rafael Girard, da Guatemala, grande autoridade sobre as antigas culturas americanas, que tomou conhecimento dos trabalhos publicados pelo pesquisador Manoel Rodrigues Ferreira, após sua expedição de1971, o que se supunha ser a coroa de Jesus, seria, na realidade uma figura representativa do sol, símbolo cósmico adotado também pelos povos Maias. Afirmou o professor que estes signos são muito antigos e que estes teriam sido produzidos por um povo bem desenvolvido, talvez uma raça de agricultores e caçadores que cultuavam o sol.

 

De qualquer forma seu significado continua sem explicação definitiva, assim como o das demais outras insculturas encontradas em outras regiões do Brasil, tendo por isto o seu mistério incorporado aos de inúmeros outros enigmas, que já fazem parte do extenso corolário de descobertas que brotam como estigmas, por todos os lados.

 

As inscrições dos Martírios são estranhas, mas verdadeiras. Algumas delas foram feitas em baixo relevo e outras foram pintadas com tinta vermelha e preta. Os primeiros são chamados de litoglifos pelos pesquisadores e os demais de inscrições lapidares. Os indígenas as denominavam de itacoatiaras – pedras pintadas. Sabe-se que teriam sido produzidas muito antes da descoberta do Brasil, apesar de não se conhecer ainda quem foram estes habitantes, por que as fizeram e qual teria sido o seu significado. No caso dos Martírios, nos períodos das cheias, as inscrições são cobertas pelas águas e deve ser por este motivo que alguns dos que ali estiveram não as teriam encontrado.  

 

E assim, o segredo destas inscrições do rio Araguaia, o mistério dos Martírios, ao sair de seu anonimato, fez soar um profundo clamor sobre o verdadeiro passado mais remoto destas terras brasilienses e que juntando-se aos muitos outros em diversos lugares, apontam todos para um época mais longínqua, um povo e uma história que não foram ainda contemplados pelos compêndios historiográficos nem percebidos pelo intelectualismo contemporâneo.

  

Pedra Escrita-PA

 

Localiza-se às margens do rio Araguaia, à esquerda do rio, no estado do Pará, município de São Geraldo do Araguaia, próximo aos Martírios. Suas inscrições são muito semelhantes às que foram encontradas na ilha dos Martírios e têm conotações, a nosso ver, bastante simbólicas. Seu próprio nome reconhece que os caracteres e figuras gravados em seu dorso, em baixo relevo, são semelhantes a uma escrita e qualquer um que veja o que nela está gravado não poderá esquivar-se desta idéia que surge com grande força em sua mente. É perceptível que estes signos muito se identificam com os da ilha dos Martírios e, pela sua proximidade, pode-se dizer que poderiam ter sido feitos pelos mesmos povos. Há muita identidade entre estes e os demais signos, dos quais tratamos anteriormente.

 

Estas inscrições foram vistas pela primeira vez pelo naturalista francês Henri Coudreau que esteve na região, no ano de 1896. Escreveu o naturalista que próximo da ilha dos Martírios encontra-se um rochedo em prumo vertical onde se podem ver inúmeras figuras gravadas na pedra íngreme. Disse que diante dela corre um igarapé, naquele momento seco, e que é responsável por um grande caudal de água que despeja numa cachoeira logo adiante e se precipita no rio Araguaia, na época das cheias. 

 

 

Também em 1950 este conjunto de gravuras foi encontrado por H. D. Barruel de Legenest, que residiu alguns anos em Marabá. Conforme ele escreveu, esta pedra fica bem próxima do rio Araguaia, “A uns 300 quilômetros de Marabá, à margem esquerda do rio Araguaia quase no meio da cachoeira que começa a Chambioá e termina em Santa Cruz, podem-se ver os desenhos reproduzidos na figura 21. Estão gravados profundamente sobre a laje mais larga do que alta, de 5 por 3 metros aproximadamente, apoiada quase verticalmente à ribanceira. Esta laje é facilmente visível do meio do rio, relativamente estreito nesse lugar. Raramente a enchente sobe suficientemente para recobri-la. Os desenhos estão em bom estado de conservação”.

 

Segundo pesquisas levantadas neste sítio pelos técnicos da Fundação Casa da Cultura de Marabá concluiu-se que existam ali, cerca de 600 figuras desenhadas na rocha, cujos motivos têm características astronômicas, antropomorfas, além de machados e outros ainda não classificados pelos pesquisadores. São gravações profundas em rochas de quartzito, nas quais foi utilizada a técnica do picoteamento, podendo, seus sulcos atingirem até uma profundidade de 3 centímetros.

 

Neste caso específico, o que nos chama a atenção é que este conjunto, em posição vertical, apresenta figuras justapostas e harmônicas, que mais se parecem com um escrita cursiva, uma espécie de relato de relevante importância para seus autores e não somente um tipo de passatempo como pensam alguns ou que teriam sido produzidas aleatoriamente, sem nenhuma pretensão daqueles que lhes deram a forma em que foram trabalhadas. Assim como as inúmeras outras insculturas que foram encontradas em Martírios, em diversos lugares, também estes conjuntos líticos, em baixo relevo, guardam profundas semelhanças entre si, tanto na sua forma e na sua feitura, quanto na sua simbologia, levando-nos a pensar que pode tratar-se de “obra” de um mesmo povo que teria exercido sua influência em uma grande parte da região do Norte do Brasil.

 

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* J.A. Fonseca é economista, aposentado, espiritualista, conferencista, pesquisador e escritor, e tem-se aprofundado no estudo da arqueologia brasileira e  realizado incursões em diversas regiões do Brasil  com o intuito de melhor compreender seus mistérios milenares. É articulista do jornal eletrônico Via Fanzine (www.viafanzine.jor.br) e membro do Conselho Editorial do portal UFOVIA. E-mail: jafonseca1@hotmail.com.

 

 

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Esta matéria foi composta com exclusividade para Via Fanzine©.

 

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